O Salmo 23, atribuído ao Rei Davi, é talvez o texto mais recitado em momentos de medo, luto e esperança. Sua força vem da imagem do pastor — Deus como aquele que cuida, guia e protege.
O Senhor é meu pastor, nada me faltará.
Em verdes pastagens ele me faz repousar.
Conduz-me junto às águas tranquilas
e restaura as minhas forças.
Pelos caminhos retos ele me guia,
por amor ao seu nome.
Ainda que eu atravesse o vale sombrio,
não temerei perigo algum,
pois tu estás comigo;
o teu cajado e o teu báculo me dão segurança.
Preparas para mim uma mesa
diante dos meus adversários;
unge com óleo a minha cabeça,
meu cálice transborda.
Felicidade e graça me acompanharão
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
por longos dias.
"O vale sombrio"
Em hebraico, o original fala de tzalmávet — "sombra da morte". Não é metáfora leve. Davi conhecia perigo real. A confiança cantada neste salmo não é ingenuidade — é fé testada na adversidade.
A mesa diante dos adversários
Deus não nos protege removendo os inimigos da sala — Ele nos alimenta na presença deles. A paz que o Evangelho promete não é ausência de conflito, mas presença de Deus no conflito.
Como rezar este salmo
Ao chegar no "vale sombrio", pause. Respire. Deixe a verdade da promessa pousar antes de continuar.
