Oração dos Santos
O

ração de São Francisco de Assis

A poderosa súplica do Poverello de Assis, um convite a se tornar instrumento de paz e amor no mundo.

Publicado em 3 de fevereiro de 2025

Francisco de Assis (1181–1226) não era teólogo de formação, mas sua oração captura com precisão extraordinária a essência do Evangelho vivido.

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

onde houver discórdia, que eu leve a união;

onde houver dúvida, que eu leve a fé;

onde houver erro, que eu leve a verdade;

onde houver desespero, que eu leve a esperança;

onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais

consolar do que ser consolado,

compreender do que ser compreendido,

amar do que ser amado,

pois é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado,

e é morrendo que se vive para a vida eterna.

O paradoxo franciscano

A segunda parte da oração contém um dos paradoxos mais profundos do Evangelho: para receber, dê; para ser perdoado, perdoe; para viver, morra ao ego. Francisco descobriu que a vida centrada no "eu" é, paradoxalmente, a mais vazia.

Como usar esta oração no dia a dia

Reze-a antes de encontros difíceis, conversas tensas, ou situações onde o amor parece impossível. Não como fórmula mágica, mas como orientação do coração: "Que eu seja instrumento — não protagonista."

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